sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O romance da raposa


Em O Romance da Raposa o que se conta é a vida aventurosa de uma raposa chamada Salta-Pocinhas. Começa assim:
«Havia três dias e três noites que a Salta-Pocinhas - raposeta matreira, fagueira, lambisqueira - corria os bosques, farejando, batendo mato, sem conseguir deitar a unha a outra caça além de uns míseros gafanhotos, nem atinar com abrigo em que pudesse dormir um sonhinho descansado. Desesperada de tão pouca sorte, vinham-lhe tentações de tornar para casa dos pais, onde, embora subterrânea, a cama era mais quente e segura que em castelo de rei, e onde nunca faltava galinha, quando não fosse fresca, de conserva, ou então coelho bravo, acabado de degolar.»

Quem é que não se lembra das aulas de leitura?

Colégio de Campos


"O Colégio de Campos foi fundado durante o ano lectivo de 1983/84, para começar a funcionar em 1984/85, com 5 turmas, 154 alunos, 12 professores e 6 funcionários. Resultou da criação de uma filial do Colégio de Stª Rita- Cooperativa de Ensino, já existente em Caminha.
Mais tarde autonomiza-se, constituindo-se em cooperativa com 36 cooperantes, entre professores, funcionários e outros. Em Fevereiro de 1994 a cooperativa transformou-se em Sociedade de Ensino, a qual ainda hoje persiste e é constituída por 13 sócios.
Funciona com Contrato de Associação o que permite o ensino gratuito aos alunos. Actualmente, conta com cerca de 397 alunos,
40 professores/ formadores, uma psicóloga, 16 funcionários e 19 turmas." (...)

http://www.colegiodecampos.com/site/

Frequentei o 8.° e o 9.° ano no colégio de campos, ainda em construção...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O parque e as parquistas

Depois do almoço começavam as fugas do externato...como era proibido sair a maior parte das vezes era mesmo pela linha do comboio. O destino passava muitas vezes pelo parque 25 de Abril. As meninas da minha turma já eram chamadas de parquistas...

Sr. Monteiro - O Poeta

In http://www.cm-fafe.pt/index.php?oid=4401&op=all, uma homenagem a título póstumo, ao distinto professor, músico, poeta, prosador e jornalista fafense Laurentino Alves Monteiro, que usava o pseudónimo literário de Ruy Monte.

"Voltando ao Professor Laurentino Monteiro, de referir que nasceu em Fafe, em 24 de Julho de 1902 e faleceu no Hospital de S. João, no Porto, em 7 de Julho de 1986, jazendo no cemitério de Moledo do Minho (Caminha).
Possuía o curso completo do Seminário Conciliar de Braga e foi aluno do grande musicólogo Padre Alaio, fundador do Orfeão de Braga, com quem aprendeu piano, órgão e canto. Laurentino Monteiro foi um dos fundadores do Orfeão de Fafe, nos anos 20 do século passado, no qual cantou largo tempo e que dirigiu na sua primeira fase. Foi fundador e director artístico de diversos orfeões académicos, sendo director artístico do Orfeão de Vila Praia de Âncora, de 1966 a 1974 e do qual foi eleito Sócio de Honra.
Abandonada a vocação sacerdotal, Laurentino Monteiro casou e enveredou pela carreira de professor do ensino secundário (particular) ao longo de 55 anos da sua vida e quase até ao seu termo. Durante a sua carreira docente, leccionou nos Colégios do Carmo (Penafiel), D. Nuno (Póvoa de Varzim), Belinho (Esposende), Santa Rita (Caminha) e de Campos (Vila Nova de Cerveira), nas duas últimas décadas da sua existência.
Na Póvoa de Varzim viveu durante cerca de três décadas, a partir do final dos anos 30. Quando estava ligado ao Colégio D. Nuno, do qual chegou a ser director, o então professor participou activamente da vida poveira, integrando a maioria das associações culturais, recreativas e religiosas, como o Clube Desportivo da Póvoa (de que foi um dos fundadores e presidente), o Clube Naval, o Varzim Sport Clube, os Bombeiros (de que foi vice-presidente), o Orfeão Poveiro e outras agremiações locais e fundando o Rancho do Castelo, tendo sido autor de grande parte das músicas e das letras daquele grupo folclórico. Em Caminha, desenvolveu também intensa actividade nas associações etnográficas e culturais.
Desde cedo ligado ao jornalismo, colaborou em diversos periódicos das cidades por onde foi passando. Na Póvoa de Varzim ocupou lugar de relevo entre os colaboradores do Comércio da Póvoa, enquanto em Caminha colaborou no jornal Caminhense e na revista Caminiana. Em Fafe, publicou dezenas de textos em verso e em prosa no extinto Justiça de Fafe.
Publicou o seu primeiro livro de poemas, com o título Entre as Mulheres, em 1984, quando contava 82 anos de idade. A sua obra dispersa por jornais e revistas foi reunida em dois volumes, que vão ficar, finalmente, à disposição dos leitores, por iniciativa do Núcleo de Artes e Letras de Fafe."

Afinal não está esquecido...

e a cantina?????

Os que tinham mais apoio dos pais ia almoçar à pensão "..." não me recordo o nome, ali perto, rio coura, salvo o erro ... os outros deliciavam-se com os petiscos da cantina ... lol
os cestos do pão e os baldes que enchiam quando o Sr. Amaro virava as costas... A Sr. Eugénia era uma das cozinheiras...

Odiava a sopa e o arroz de marisco com areia...
Qual era o teu prato predileto???

Ao final do dia lá iam os baldes cheios de "lavadura" no autocarro para os porcos do Sr. Amaro...

Sr. Monteiro

Comecei por fazer este blog por li no blog: http://rioancora.blogspot.com/2008/05/o-externato-de-santa-rita-em-caminha.html o seguinte:

"O professor Laurentino Monteiro, o professor Monteiro para a malta, era simultaneamente o nosso terror e o nosso ídolo, pois se era severo e nos aquecia o pêlo quando calhava, também era o professor que estava sempre pronto para uma piada ou uma história engraçada. Quase quarenta anos volvidos, ainda não conheci ninguém que se sinta magoado com o comportamento desse homem.Ao longo dos anos, deu-me uma série de disciplinas, o português, história, ciências, francês e geografia, pelo menos. Quando algum professor faltava, o que era raro naquele tempo, se estivesse livre, dava qualquer outra matéria, com todo o à vontade.Este professor tinha imensas particularidades, uma das quais eram os sumários. Invariavelmente o sumário era “matéria nova”, “continuação da lição anterior” e “chamadas”. As “chamadas” eram umas provas orais, uma série de perguntas, que fazia a quatro desgraçados que ele escolhia pelos números e que se iam sentar nas primeiras carteiras à sua frente.Eu era habitualmente um dos “Cristos” devido ao meu primeiro nome, António. Como os números eram atribuídos por ordem alfabética eu tinha sempre um número baixo e ele escolhia imensas vezes o 1,2,3,4; e lá ia eu, que fui sempre o 2 ou o 3. Antes de mim só haviam os Alfredos, os Abílios e pouco mais.Os meus colegas com números altos tinham mais sorte, mas também se tramavam, pois ele sabia muito bem o que fazia, tinha boa memória e não deixava escapar ninguém, até porque as “chamadas” contavam para nota, sendo a nota cuidadosamente apontada na sua caderneta. Alem de nos arriscarmos a uma negativa (sofrível, medíocre e mau) ainda arriscávamos alguma canada na “tola”, se disséssemos algum disparate maior. Lembro-me de ter levado algumas, a propósito das declinações em latim."

Tudo isto é verdade, mas sobre este Senhor muito temos a dizer....
Gostava de ter uma foto dele para publicar aqui...

"frase"

Wikipedia Português - A enciclopédia livre
Frase, oração e período
Frase é todo enunciado linguístico capaz de transmitir uma idéia. A frase é uma palavra ou conjunto de palavras que constitue um enunciado de sentido completo. A frase não virá necessariamente acompanhada por um sujeito, verbo e predicado, como segue o exemplo: «Cuidado!» é uma frase, pois transmite uma idéia, a idéia de ter cuidado, ou ficar atento, e não há um único verbo, ou sujeito, muito menos predicado.

para nós será sempre "um conjunto de palavras organizadas dispostas liniarmente com logica e sentido completo"... verdade???

Telescola

"A Telescola ou Curso Unificado Telescola"(CUT), mais tarde Ciclo Preparatório TV(CPTV), e actualmente "Ensino Básico Mediatizado" (EBM), surgiu nos anos 60 para permitir o cumprimento da escolaridade obrigatória, que na época incluía os 4 anos de Ensino Primário (hoje 1º ciclo do Ensino Básico) e os 2 anos do Ciclo Preparatório (hoje 2º ciclo do Ensino Básico), em zonas rurais isoladas ou em zonas suburbanas de grande densidade populacional e escolas superlotadas.Introduziu-se no sistema de ensino Português uma nova tecnologia - a televisão. As aulas funcionavam num sistema de mono docência apoiado em emissões da televisão do estado que mais tarde viriam a ser substituídas por cassetes de vídeo pré-gravadas. O EBM é talvez mais correctamente descrito como um sistema de ensino a distância com um complemento presencial - o tutor.O EBM tem extinção prevista para breve.(….) A Telescola em Portugal é apontada como ..."uma das raras soluções de Telescola que obtiveram sucesso, em qualquer país" pelo que muitos questionam a sua extinção."Retirado de http://ead.no.sapo.pt/mundo/portugal.html

As aulas de Frances eram as mais aguardadas, pelo menos para mim ... no final um colega distribuia as fichas... "mais um tric ou trac e começam os crocs"...

a minha turma

foi quase sempre a mesma desde o 5.° ano até ao 9.° ano:

Luís Pedro Saraiva- Caminha
Antonio Gianelly - tony 17 - Seixas
Júlia - Seixas
Elsa Cepa - Caminha
Sandro Lopes - Caminha
Nuno Miguel - Sopo
Tiago - Caminha
uma miuda de Venade acho que se chamava Sameiro
Helena - Lanhelas
Paula Portela - Lanhelas
Luis Pinto - Cerveira
Luis Cantinho - erveira
Magda - Cerveira
Jorge Esmeriz - Cerveira
Alberto Barbosa - Cerveira
Paula Cristina - Moledo
Benjamin - Reboreda
Ana Maria - Reboreda
David - Reboraeda
Virginia Alves - Cerveira
Paula Cristina Oliveira - Campos
Paulo Costa - Cerveira
Gregório- Brea
Ilda Maria - Reboreda
Isabel sopo
Isabel 2 sopo
Miguel sopo, primo do Nuno
Rui - Moledo
Rui Cunha
Paulo Jorge - Campos
Noémia - Campos
Piri - Cerveira
Maria do Céu - Campos
Florbela - Caminha
Ao lado da Florbela uma jovem de Campos (no 9.°ano)

acho que está tudo por favor acrescentem os que faltam...

Anos 80

Entrei para o externato em 1980, sou de Cerveira, ia de autocarro, conduzido pelo Sr. Amaro, e as viagens eram uma festa...quem era madrugador podia ir fazer a viagem até campos e voltar novamente para trás com a malta dessas paragens...
Nesse ano entravam na paragem de cerveira, que eu me lembre, a Magda o Luis Pinto o Luis Cantinho, a irmã Paula Cantinho a Paula Margarida o Luis Ruivo e o Manel-Zé...Depois parava perto da garagem e entrava a Anabela a Mila o Manuel António, o João Paulo, a Gina, a Luisa, o Chico e o Jorge, o Berto e o irmão... As seguintes paragens eram em Gondarém (paula cristina) lanhelas (helena, paula portela, zé-pedro) depois seixas (Júlia e Ana Neto).
as musicas da viagem eram as do costume "o amaro é um camelo", "amaro mataste a tua mulher" ou "lá no faroeste"...
Chegados a Caminha, o pessoal saía e o autocarro continuava para moledo...nós subiamos a Rua da Corredoura a pé até ao colégio...de preferencia a tocar nas campainhas...
ajudem a completar o pessoal que entrava nas paragens...

Saudades

Quem passou pelo Externato santa rita, em Caminha, guarda imensas e boas recordações...
Deu-me saudades deste tempo e fui fazer uma pesquisa na net sobre o colégio...só encontrei velhas ruínas e nenhum documento a lembrar as memórias daquele colégio...
por isso resolvi criar este blog para ser o ponto de encontro dos antigos alunos e professores...
Já não vejo os meus amigos e colegas desde que o colégio fechou e continuou em campos...
não tenho fotografias dos professores ou alunos por isso quem quizer trocar as fotos mande para o e-mail externatosantarita@gmail.com que eu publico aqui...